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Seleçao Nacional de Portugal
"Onze homens vestidos com as cores nacionais, noventa minutos de sofrimento e vibração. Mais alegrias que tristezas, mas toda uma energia que percorre o Sul, Centro, Norte e Ilhas. Espalha-se pelos círculos de imigração e acaba em países longínquos de expressão Portuguesa. É a própria História grandiosa de um povo que se eleva num simples jogo, mas um jogo que extravasa a própria compreensão humana."
História:
No dia 17 de Dezembro de 1921, a Selecção Nacional Portuguesa efectuou o seu primeiro jogo internacional e, como não podia deixar de ser, o adversário foi a Espanha. Lá foram os primeiros heróis a Madrid, de onde saíram com uma honrosa derrota por 1-3. Nasce nesse dia, numa época que ainda vivia um clima pós Grande Guerra, a História de uma selecção que tantas alegrias tem dado.
Foi uma década onde o puro amadorismo imperava, sendo incrível a capacidade que esses homens demonstraram ter, pois e sem grandes apoios, uniam-se e disputavam jogos frente a países onde o futebol já era visto com mais seriedade. No entanto e mesmo com essas dificuldades, é logo ao 5º jogo que acontece a primeira vitória, e logo frente à Itália (1-0), num jogo efectuado em Lisboa (18/06/1925).
De então para cá, um longo caminho foi percorrido. Apenas 7 anos depois da sua formação, Portugal participa nos Jogos Olímpicos de Amesterdão (1928), onde "caí" apenas nos Quartos-de-Final diante do Egipto. Uma participação muito honrosa para a selecção das Quinas.
No entanto terá de se esperar 38 anos para ver a Selecção actuar pela primeira vez num Grande Torneio Internacional. 1966, no Mundial disputado na Inglaterra, a selecção das quinas arranca uma campanha memorável, "caindo" apenas diante da selecção anfitriã num jogo que teve jogadas de bastidores, claramente impedindo a progressão da selecção Portuguesa.
Na década de 70 a "cultura" selecção já se encontra mais enraizada. Essa década fica inquestionavelmente marcada pela brilhante participação no Torneio da Independência do Brasil. Uma campanha imaculada, marcada por vitórias diante de selecções poderosas (Chile, Argentina e URSS), que apenas é interrompida na final disputada no famoso Maracaná. Aí, diante do poderoso Brasil (0-1), Campeão Mundial em 1970 e recheado de estrelas (Carlos Alberto, Jairzinho, Tostão, Pélé e Rivelino), Portugal fez uma excelente exibição, provando de uma vez por todas que em Portugal a bola também era redonda.
A estreia num campeonato Europeu acontece em 1982. Em plena França, apinhada de emigrantes saudosistas e após 16 anos de ausências em grandes competições internacionais, Portugal faz uma campanha brilhante, soçobrando apenas nas Meias-Finais diante da anfitriã (2-3). Um jogo de antologia marca o arranque de uma nova mentalidade de selecção que iria ter a sua continuação dois anos depois no Campeonato do Mundo do México em 1986. No entanto e inexplicavelmente sucederam-se factos estranhos até hoje mal explicados, originado a pior participação de sempre numa grande competição. Vitória no primeiro jogo diante de Inglaterra (1-0) para depois cair diante da Polónia (0-1) e dos amadores Marroquinos (1-3).
Após esse período, há todo um clima de desencanto e desconfiança à volta da selecção. Mas depressa passa esse clima, pois em 1989 surge uma geração que, de uma vez por todas, irá colocar a selecção no topo do futebol Mundial. Riade, 1989, Portugal vence o Campeonato do Mundo de sub-21, êxito repetido dois anos depois em Lisboa. Dessa geração surgem jogadores que marcarão o próprio futebol internacional e elevam o nome do país além fronteiras. João Vieira Pinto, Paulo Sousa, Fernando Couto, Jorge Costa, Figo, Rui Costa e tantos outros.
São eles os responsáveis por uma nova ambição. Acreditam que era possível repetir os êxitos conseguidos nas camadas jovens. Daí para cá esta geração, ajudada por novos jogadores que foram surgindo, tem sabido construir toda uma reputação internacional que impõe respeito a qualquer selecção mundial. No campeonato Europeu de 1996 e em 2000, Portugal obteve brilhantes classificações (5º e 3º), alicerçado num futebol vistoso, espectacular e apaixonante.
Em 2002 o mundo prepara-se para assistir às exibições da selecção Portuguesa no Mundial Coreia/Japão. Portugal era apontado como um dos principais candidatos ao título mundial, no entanto e até parece malapata aos mundiais, mais uma vez e tal como tinha sucedido em 1986, casos mal explicados envolvem todo um grupo que joga nervoso, sem alma. Viagem de regresso e todo um país decepcionado.
Até que em 2004 dá-se, definitivamente, o grande auge em termos populares que esta selecção já há muito merecia. Portugal candidata-se e vence a organização do Campeonato Europeu de Futebol. Estádios novos, o país de "cara lavada" para se mostrar ao mundo. Um grupo que acreditava no seu valor e todo um povo unido em torno da selecção. Milhares de corações em sobressalto, sofrimento, ansiedade que explodia em expressões de incontida alegria após cada vitória de Portugal.
Naquelas três semanas esqueceram-se os nossos problemas. Nessas três semanas o país parou para ver a selecção. As pessoas falavam sobre futebol, o ego estava nos píncaros, o país apercebeu-se que não éram inferiores aos outros, mesmo sendo o futebol o veículo, o certo é que as pessoas ganharam consciência que éram tão bons ou melhores que os outros.
A História da Selecção Portuguesa de futebol é isto. É mais que um jogo, é mais que um momento, é mais do que um ou dois jogadores...
80 anos de História, cerca de 430 jogos disputados. Vice-Campeão Europeu em 2004, 3º lugar nos Europeus de 1984 e 2000. 3º lugar no Mundial de 1966.
Equipando de camisola e calções vermelhos, sobressaindo o símbolo semelhante à cruz dos templários com 5 quinas da Bandeira Nacional no meio, Portugal é respeitado em todo o mundo e tido como uma das mais poderosas selecções mundiais. Naquele espaço não interessa clubes, ali apenas cabe esse forte sentimento do amor à causa nacional que todos os portugueses sentem. Em qualquer parte onde joguem, aqueles homens sabem que existe todo um povo que, mesmo em espírito, estão com eles e sofrem também e por eles.
São os heróis deste nobre povo, desta nação valente e imortalizada por mais de 800 anos de História. GRANDE PORTUGAL!!!!
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